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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

As enchentes... ah, sempre elas!

As insistentes chuvas que caem em Blumenau desde o mês de setembro, quase sem parar, estão fazendo o blumenauense lembrar das enchentes que periodicamente assolam a cidade. Não é para menos: a cidade tem um longo histórico de 83 cheias, entre maiores e menores, desde que foi fundada, em 1850.



A primeira destas aconteceu dois anos depois do Dr. Blumenau estabelecer a colônia com os primeiros imigrantes alemães. A mais destruidora, no entanto, ocorreu em 1983, quando a cidade ficou nacionalmente conhecida pela catástrofe que inundou ruas, casas e andares inferiores de prédios e matou pelo menos dez pessoas.

A enchente de 1983 teve uma duração de 32 dias – do dia 05 de julho até 05 de agosto – e atingiu sua maior marca no dia 09 de julho, quando o rio Itajaí-açu alcançou 15,34 metros acima do seu nível normal. Em 1984, outra grande enchente, foram só alguns dias, mas o suficiente para trazer pânico à população. O rio chegou a 15,46 metros no dia 07 de agosto.



As imagens dessas grandes inundações não saem da cabeça dos blumenauenses, ainda que 25 anos já tenham se passado daquela que mais estragos e pavor causou a todos. As chuvas dessas últimas semanas causaram deslizamentos e colocaram casas em risco de desabamento. A cidade vive um estado de alerta constante e com riscos de novas catástrofes.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

RBS governa SC

Ao ressaltar que a RBS tem 18 emissoras de televisão, dezenas de estações de rádio e uma dezena de jornais nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, Celso Três chama a situação de “escândalo”. Confirma que há dezenas de procuradores no estado envolvidos na ação que pretende que a compra do AN seja desfeita.

Mas o procurador não para por aí. Quer, ainda, que seja cumprida a lei que diz que o grupo só pode ter no máximo duas emissoras no estado e que exigirá a implementação da programação local. O Ministério Público quer que a Justiça arbitre um percentual de 30% de programação local no âmbito estadual e 15% em cada região, no mínimo.

Com o poder que o grupo RBS tem hoje, em Santa Catarina, eles governam o estado, na opinião do procurador, que chama os órgãos do poder executivo de subalternos e ainda utiliza o exemplo: se um deputado federal de SC for propor uma legislação mais rígida para isso “a RBS vai fazer algumas reportagens contra o cara e ele está acabado. O cara não se reelege mais”.

Justiça de olho na oligarquia de comunicação em SC


A compra do jornal A Notícia pelo Grupo RBS pode realmente parar na Justiça. A novidade surpreendeu o mercado de comunicação catarinense, após entrevista do procurador da República Celso Três ao jornal Zero, da Universidade Federal de Santa Catarina. Ele garante que combaterá o oligopólio e chega a dizer que “é a RBS que governa o estado”.

O procurador, que esteve à frente da mega operação Malha Grossa, contra sonegadores fiscais, disse que está instruindo, há dois anos, uma ação contra o Grupo Rede Brasil Sul por meio de Inquérito Civil Público, por considerar que a compra de A Notícia caracteriza oligopólio da comunicação em Santa Catarina. Três garante que o CADE também será arrolado como réu no processo, porque aprovou a negociação.

Celso Três vai mais longe, ao lembrar que a lei permite apenas dois veículos de comunicação por empresa como forma de evitar a concentração e o poder exacerbado. “Se é da mesma família e tem a mesma programação é uma fraude ao objetivo da lei", disse ele ao jornal Zero.

Empresas do Grupo RBS

- 8 jornais
- 18 emissoras de televisão aberta (afiliadas à Rede Globo)
- 2 emissoras de televisão local
- Canal Rural
- 25 emissoras de rádio
- 2 portais na internet (clicRBS e hagah)
- 1 editora (RBS Publicações)
- 1 gravadora (Orbeat Music)
- 1 empresa de logística (ViaLog)
- 1 empresa de logística (ViaLog)
- Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho

domingo, 16 de novembro de 2008

Clube anos 80 estréia programa de rádio

O Clube Anos 80, de Blumenau, que começou sua história criando uma comunidade virtual no site www.clubeanos80.com.br há cinco anos, acaba de ultrapassar os limites da web e estreou seu programa de rádio no último dia 18 de outubro.
A partir de agora, todos os sábados, das 22h à meia noite, o público ouvinte da Furb FM pode relembrar a década de ouro da música nacional e internacional no programa que foi batizado com o mesmo nome do clube.

O programa de rádio é apresentado pelo trio criador do amplo grupo de amantes dos anos 80, os irmãos Fabrício e Nico Wolff e o amigo Cezar Rocha. Eles garantem que criaram e mantém a brincadeira por puro prazer. “É uma união de pessoas que curtem as mesmas músicas, estilos e viveram a mesma época”, define Cezar, lembrando que foram surpreendidos pelo número de pessoas que, hoje, fazem parte da comunidade. Em cinco anos e meio de exposição, o site já foi acessado por mais de 800 mil internautas.


Quadros fixos

O programa é descontraído e não se presta apenas a rodar as músicas dos anos 80. Busca informar o ouvinte sobre a história e curiosidades das bandas, letras e outros temas de interesse dos oitentistas e possui seis quadros fixos, sendo dois de entrevistas. Bandaqui é um deles e abre espaço para os músicos locais, que vão ao estúdio e, além do bate-papo, dão uma canja acústica ao vivo. O quadro flexível É o Cara / É Fato, entrevista uma pessoa de destaque na cidade ou um assunto em voga naquela semana. Nos dois casos, antes do final da participação dos convidados, eles pedem uma música dos anos 80 que roda em seguida. Os outros quadros são: Trilogia (três músicas de uma mesma banda), A Frase (ressalta a letra das composições), Meu Som (onde o ouvinte pede a sua favorita dos anos 80) e O Que é Que Há (agenda de cultura e lazer).


Espaço comercial

Embora o programa não tenha objetivo comercial, sua manutenção no ar dependerá dos patrocínios a serem conquistados. “Para produzir um produto de qualidade, acabamos nos envolvendo e investimos um tempo precioso com isso”, argumenta Fabrício, responsável por buscar apoios culturais (anunciantes). Há pelo menos duas formas de participar deste apoio: como patrocinador geral ou de um dos seis quadros existentes. O programa Clube Anos 80 pode ser ouvido em 107,1 ou www.furbfm.furb.br

Leia Mais: Clube Anos 80 faz festas de sucesso duas vezes por ano

Clube Anos 80 faz festas de sucesso duas vezes por ano

O Clube Anos 80, criado em abril de 2003 (antes mesmo do “boom” oitentista que ocorreu a partir de meados de 2004) tornou-se sinônimo de festas de qualidade em Blumenau e região. Tanto que a cada edição, vem para Blumenau pessoas de Florianópolis, Joinville, Balneário Camboriú e outras cidades distantes até 150 quilômetros de onde acontece a festa. Nas 14 edições feitas até agora, todos os ingressos foram adquiridos.

Qual o segredo desta turma? Nico Wolff, um dos fundadores do Clube, explica: “buscamos qualidade, não quantidade ou dinheiro. Por isso colocamos aproximadamente 20% a menos de ingressos à venda do que é estimado como lotação da casa. Queremos uma festa animada, porém onde as pessoas se sintam bem, possam dançar, rever amigos ou conhecidos, sem apertos”, justifica. Como realizam apenas duas noitadas ao ano (uma em abril, outra em setembro), cada edição é muito concorrida.

Praticamente 90% dos ingressos são adquiridos antecipadamente. “Deixamos alguns para venda na bilheteria, para o pessoal que vem de outras cidades ou algum atrasadinho local”, brinca Nico.


Conforto e respeito ao público

Cezar Rocha destaca a cuidadosa seleção musical e os videoclipes. “Tem muita gente fazendo festas do gênero 80 ou flash backs... o nosso diferencial está também no que se ouve e dança na noite”, vaticina, deixando uma crítica no ar.

O Clube Anos 80 ainda tem alguns cuidados especiais quanto à casa que recebe sua galera. Obrigatoriamente deve ter ar condicionado e sistema de exaustão de ótima qualidade, serviço de primeira (garçons, banheiros, etc), preferencialmente com mesas e cadeiras em elevados (camarotes) e amplo estacionamento. “A maioria do nosso público é mais madura e exigente, por isso a qualidade está acima de tudo”, complementa. Talvez seja este “descompromisso” com o comercial e, antagonicamente, compromisso com seu público, o segredo do sucesso das festas do Clube Anos 80.