Tem algumas coisas típicas de grandes cidades que eu prefiro não ver em Blumenau.
Perdoem-me o preconceito, mas os pedintes nas ruas é algo fácil de coibir enquanto ainda são poucos. Não me refiro aos malabaristas, aliás, esses eu até admiro a habilidade demonstrada nas apresentações e considero uma opção de vida deles. Simplesmente pedem a colaboração e não impõem que você contribua. Bem diferente daqueles que ficam próximos de locais movimentados, esperam os motoristas estacionar e já vem com aquele discurso de vou cuidar do seu veículo.
Dia desses fui assistir a um jogo da equipe de Futsal da ADHering de Blumenau no ginásio do Galegão. Logo na chegada já encontro um jovem que se oferece para cuidar do meu carro, mas quer o dinheiro na hora. Questiono-me. Para que será que ele quer o dinheiro, para o sustento dele, ajudar a aumentar a renda familiar em casa, ou alguma outra coisa nesse sentido? Fica difícil de acreditar.
Para esses pedintes nos eventos, como no Galegão e Vila Germânica, basta colocar alguns policiais militares, ou até fiscais da prefeitura ou ainda um atividade regularizada, alguém com essa tarefa específica, remunera o profissional e que, de uma forma ou outra, acaba por gerar empregos.
Sei que existem casos, devido aos lugares diferenciados e horários diversos, fica um pouco mais difícil o controle e a coibição, mas se houver vontade também se resolve.
Tem o caso de um cidadão que eu já vi diversas vezes, nos semáforos da rua próxima a Ponte de Ferro, com a Avenida Beira Rio, também na Rua Nereu Ramos, na Rua Max Hering e outras vias do centro da cidade. Dá próxima vez pretendo confirmar quem é essa pessoa, mas ele me recorda um jovem que eu via jogar futebol, em campeonatos amadores de bairro em Blumenau. Isso nos anos de 1995 e 1996. Em campo ele era chamado de Cafu. As jogadas na lateral direita lembravam o capitão do penta e fazia dele um exemplo aos moleques da época, assim como eu.
Lamentavelmente, a última notícia que recebi desse cidadão era a de que ele tinha se tornado um usuário de crack.
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sexta-feira, 28 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Tribunal Simulado
Um júri popular simulado foi realizado na faculdade Ibes Sociesc de Blumenau, no último dia quatro do mês de novembro. O momento serviu para exercitar a comunicação e aplicação de boas teses de defesa e acusação, mas ao invés de acadêmicos de direito a atividade foi desenvolvida por alunos de jornalismo do sexto semestre. Através das aulas de Teoria e Método de Pesquisa em Comunicação, a professora Ofélia Elisa Torres Morales, proporcionou uma discussão sobre a cobertura da imprensa no caso do seqüestro da menina Eloá, em São André SP.
Na simulação, os acadêmicos de jornalismo assumiram o papel de advogados de defesa e acusação, jurados, testemunhas, relatores, e a mesa composta pelo Juiz. Os trinta alunos da aula estiveram envolvidos na atividade. Cópias de reportagens das grandes emissoras de canal aberto da televisão brasileira foram exibidas pelo grupo de acusação, durante o júri. O material relembrou aos jurados a maneira como a imprensa tratou o caso Elóa. Do outro lado estudantes que tinham a tarefa de defender o trabalho da imprensa se esforçaram para convencer aos jurados, mas ao final prevaleceu o resultado de uma decisão unânime.
A sentença condenou a forma como os veículos de comunicação divulgaram os acontecimentos, inclusive tendo forte influência no trágico desfecho da história, que foi a morte da garota. Também ficou evidente na decisão dos jurados a falha no serviço de condução das negociações feita pela polícia do estado de São Paulo. Os acadêmicos que participaram do tribunal simulado concluíram que a presença de vários veículos de comunicação no local do cativeiro, refletiu na tomada de decisões da polícia.
Mais do que essa conclusão dos acadêmicos, ao condenar a cobertura da imprensa no caso, o exercício serviu para abrir novas idéias das pessoas que em um breve futuro vão estar propicias a passar em situações semelhantes a essa. A ética e os limites de uma cobertura jornalística geraram muitas discussões. Assuntos como o interesse do público e interesse público também acaloraram o debate dos acadêmicos de jornalismo.
Na simulação, os acadêmicos de jornalismo assumiram o papel de advogados de defesa e acusação, jurados, testemunhas, relatores, e a mesa composta pelo Juiz. Os trinta alunos da aula estiveram envolvidos na atividade. Cópias de reportagens das grandes emissoras de canal aberto da televisão brasileira foram exibidas pelo grupo de acusação, durante o júri. O material relembrou aos jurados a maneira como a imprensa tratou o caso Elóa. Do outro lado estudantes que tinham a tarefa de defender o trabalho da imprensa se esforçaram para convencer aos jurados, mas ao final prevaleceu o resultado de uma decisão unânime.
A sentença condenou a forma como os veículos de comunicação divulgaram os acontecimentos, inclusive tendo forte influência no trágico desfecho da história, que foi a morte da garota. Também ficou evidente na decisão dos jurados a falha no serviço de condução das negociações feita pela polícia do estado de São Paulo. Os acadêmicos que participaram do tribunal simulado concluíram que a presença de vários veículos de comunicação no local do cativeiro, refletiu na tomada de decisões da polícia.
Mais do que essa conclusão dos acadêmicos, ao condenar a cobertura da imprensa no caso, o exercício serviu para abrir novas idéias das pessoas que em um breve futuro vão estar propicias a passar em situações semelhantes a essa. A ética e os limites de uma cobertura jornalística geraram muitas discussões. Assuntos como o interesse do público e interesse público também acaloraram o debate dos acadêmicos de jornalismo.
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