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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Morrendo de amor

A velhice é uma maneira de contar o tempo que vivemos simplesmente ou representa algo que implica naquilo que somos de verdade? É esta a reflexão que o escritor e jornalista colombiano, Gabriel Garcia Márquez, traz no livro Memórias de minhas putas tristes.

O texto, rico em metáforas, foi inspirado na obra “A casa das belas adormecidas” de Yasunari Kawabata. É um romance muito bem escrito com uma narrativa descritiva que explora o cenário e faz com que o leitor se sinta como se estivesse dentro do contexto.

Conta a história de um jornalista ancião que na véspera de seu aniversário de noventa anos sente um súbito desejo de viver uma noite de amor com uma virgem. Uma jovem que exale a pureza de nunca ter sido tocada. Ao narrar essa história, Márquez mostra como o coração do velho é invadido pelo amor. Sentimento que até então somente tinha ouvido falar, sem conhecer realmente o significado. Uma menina de 14 anos desperta uma chama oculta na vida do personagem, que passa a transbordar esse sentimento. Sem nunca ao menos conversar com a garota, ele tem a certeza do amor incondicional que sente por ela.

A história toca delicadamente em assuntos como pedofilia e prostituição. Mas de uma leveza tão ímpar que o leitor não dá importância para os polêmicos temas. O fim da vida, o amor verdadeiro e a busca pela felicidade são abordados de maneira encantadora. O livro mostra que é possível amar e viver esse amor intensamente na terceira idade. Que a velhice não é sinônimo do fim da vida amorosa e sexual. Que é permitido sim, morrer de amor.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Entre em 2009 com o pé direito e esquerdo transbordando bom gosto, mas sem enterrar o salto na areia

BLUMENAU (SC) – No réveillon brasileiro, o branco possui papel de protagonista. De acordo com a crença popular, essa cor remete a pureza, sinceridade e paz, além de proporcionar energia positiva para o ano que se inicia. Por isso ela é a cor preferida dos brasileiros na noite de 31 de dezembro. Mas não precisa ser a única. Para quem não abre mão da tradição, mas ao mesmo tempo quer dar um toque a mais na produção, o negócio é investir nos pés. As sandálias em tons de prata, cobre e dourado, por exemplo, são excelentes opções para conferir mais elegância e bom gosto para o figurino.

Não faltam por aí sapatos que emprestam mais glamour ao visual. Tonalidades terrosas como areia, bege e café, cores fortes como coral, vermelho, verde, roxo ou amarelo. De salto alto, rasteiras, com pedrarias, modelos com franjas, bordados e amarrações. São vários os modelos que atendem aos mais diversos gostos. Mas o que mais importa é se sentir bem.

Para quem vai passar o réveillon na praia, a dica é escolher modelos com brilhos mais opacos, para que a produção não acabe ficando exagerada. Rasteiras também são ótimas opções, já que o clima litorâneo permite um visual mais despojado. Além do que, andar de salto alto na areia não é legal.

Se a comemoração da entrada do ano vai ser festejada em alguma festa mais sofisticada longe do mar, a dica é abusar do salto alto. É ele que confere um ar mais elegante às mulheres. Os saltos altos ficam bem com praticamente todos os modelos de roupa e são os curingas do guarda roupa feminino. Se a intenção é dançar até os primeiros raios de sol de janeiro aparecerem, a sugestão é optar pelos saltos mais grossos, que garantem conforto para a noite toda.