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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O 'X' do Alemão


O Essenwagen é uma verdadeira cozinha sobre rodas. Durante os desfiles da Oktoberfest prepara e distribui, em plena rua XV de Novembro, uma das iguarias da festa, muito disputada pelos turistas, o X-Alemão.

O joalheiro Marcos Nicoletti, natural de São Paulo, migrou há mais de 20 anos para Blumenau. Durante o mês de outubro, ele se transforma no “sagaz Cheff Nicoletti” responsável pelos lanches do Essenwagen, que traduzindo significa “Carro da Comida”.

O carro alegórico foi idealizado por cinco amigos (Fábio Fiedler, Béio Cardoso, Victor Rambo Junior, Paulo Kloepfel Neto e Cheff Nicoletti) que já participavam dos desfiles com o grupo Cidade de Blumenau. Dessa experiência tiveram a idéia de montar seu próprio grupo e agregar um elemento novo no evento: a gastronomia. Assim nasceu o Essenwagen.



A característica marcante do grupo é a cor laranja, que já se incorporou a Oktoberfest. O tom predomina na rua XV de Novembro quando os integrantes passam por ela. A “ala feminina” do grupo tem o papel especial de distribuir os lanches preparados no decorrer do desfile, além de encher os olhos dos turistas com sua beleza e simpatia. “Sempre escolho crianças ou idosos para entregar o X-Alemão" afirma a integrante Camila Bueno.

A música também é um elemento que não poderia ficar de fora. O músico Fonga Neto, autor da composição, Essenwagen, o Carro do X-Alemão, está junto com a Banda VOX3 alegrando os setores da Oktoberfest. A marchinha é uma das mais pedidas pelos foliões e já é hit na festa.

As novidades sobre o grupo podem ser acompanhadas pelo Fotolog que reúne várias fotos que mostra a evolução do grupo ao longo dos anos. No orkut existe a Comunidade do Essenwagen que reúne vários simpatizantes do grupo, famintos por chegar o mês de outubro.

Muita adrenalina em 007 Quantum of Solace

As aventuras de James Bond no cinema chegam à sua vigésima segunda edição. Com tanta seqüência acontecendo, o agente passa por algo muito comum no cinema: o “primeiro” filme gera uma expectativa enorme para o “segundo” que, não consegue corresponder. Acontece em 007 Quantum of Solace, onde os fãs do Bond mais clássico voltam a respirar aliviados, mas vai deixar o gosto de “quero mais”.

A história já começa tirando o fôlego, com uma perseguição de carros pelas ruas estreitas, seguida por uma perseguição a pé, pelos telhados da Itália. Duas cenas que nos afundam na poltrona do cinema, sem querer sair dali. Entre as perseguições, lembramos da motivação do agente. Ele só faz o que faz, porque está com muita raiva.
Ele quer vingança. Mataram a Vesper Lynd, o amor de sua vida em Cassino Royale e é pouco depois desse fato que a história é ralatada.

James age, durante todo o filme, por vingança, com ódio no coração. A interpretação de Daniel Craig, que em momento algum alivia a sua expressão, deixa isso bem claro.
A maneira como ele “se vinga” não é do mister Bond que conhecemos em Cassino Royale —em sua primeira missão como um agente “00″. Ele está sempre com aquela arminha pequena resolvendo seus problemas. Não precisa arrancar a cabeça do inimigo com um machado, mas dá umas porradas nele antes. Demonstra que está com ira — tipo o Batman faz na cena do interrogatório em The Dark Knight, lembra?!

Outro ponto a ser comentado é que o roteirista e o diretor erraram ao tentar transformar a nova bondgirl, Camille (Olga Kurylenko), em alguém tão importante para 007 quanto Vesper Lynd. Não no mesmo sentido, mas ainda assim, a história dela significa muito pra ele, já que, da mesma maneira, ela buscava vingança. Ficou um pouco artificial, ainda mais depois que rolou um beijo. Só um. Bem rapidinho. Mas rolou! Completamente desnecessário, nesse caso. Fora que eles só se juntaram por conta do vilão — ela estava infiltrada na organização de Dominic Greene (Mathieu Amalric), na busca da vingança dela… E, bem, aí o resto você tem que conferir.

Quantum of Solace não consegue igualar ou superar o antecessor por conta desses problemas, mas ainda assim empolga. A história, de maneira geral, por mostrar um 007 intermediário, fica a desejar, mas as perseguições as mais legais que eu já vi — de carro, a pé, de lancha, avião… — e aquela coisa de “mentira” que o pessoal reclama é gigantesco. Não é tipo o cara surfando numa tsunami com uma porta, ou de saltar de pára-quedas. Como Cassino Royale, o filme está mais “true”, está mais próximo de um ser humano. Ele faz suas mirabolâncias, mas ainda possíveis.
Por fim Quantum of Solace ainda é um filmão e vale o ingresso.